domingo, 27 de março de 2011

STAROUP: propagandas, história e futuro da marca

Você se lembra desta marca? Sabe de qual produto? Não?????!!!!!!
Pois bem... vou refrescar a memória daqueles que estão nos "enta", dos mais jovens que nunca ouviram esta palavra.
Quando eu era adolescente, o que não faz muito tempo, o jeans, que mais se ouvia falar, cujas propagandas eram inteligentíssimas, bem feitas, ainda por cima engajadas, eram da Staroup. 
Uma delas foi premiada internacionalmente, porque mostrava o engajamento dos jovens, que eram ousados, corajosos, lutavam contra o regime da época: a Ditadura Militar. 
Esta propaganda, famosíssima, ganhadora do Leão de Ouro em Cannes, foi pensada, pelo não menos famoso, Washington Olivetto, da Agência W. Brasil. Quer conhecê-la? Acesse e conheça!




Além deste premiado, há outros. Há o comercial abaixo, que mostra a então adolescente, Viviane Pasmanter, no papel da gordinha, que quer usar um jeans da Staroup e faz uma verdadeira maratona para conseguir alcançar seu objetivo. A qualidade do vídeo não é muito boa, porém vale a pena assistir!




Há também um outro com imagens belíssimas e a música também. Que também posto abaixo, afinal "recordar é viver". Este é de 1981. Aposto que muitos dos internautas lembrarão da música e das paixões adolescentes embaladas pelo "hit".




Por que estou relembrando tudo isto? Primeiro porque sou uma amante de propagandas (das bem feitas é claro!), segundo porque estas músicas, imagens, fizeram parte da minha juventude, terceiro porque o jeans era de ótima qualidade, era, na época, uma jeans de grife. A marca era "... ícone da moda jeans na década de 70, a Staroup, marca pertencente à Botucatu. Para quem não se lembra, a Staroup se tornou na ocasião uma grife desejada por nove entre dez jovens da classe média brasileira. A empresa chegou a ter 1,2 mil funcionários e subsidiárias nos EUA e na extinta União Soviética." (http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/491_RASGOU+DA+PARA+COSTURAR)

A empresa, a marca, o jeans fazem parte da história de vida de muitos brasileiros, mas fazem parte, em especial, da vida dos botucatuenses, porque a sede da empresa é em Botucatu, atualmente a empresa se chama Botucatu Têxtil. Como está o destino da Staroup agora? 
Atualmente, ou melhor, recentemente a Blue Denim, empresa de São Paulo, fez um contrato de locação de parte do parque fabril por um período de cinco anos, prorrogáveis por mais cinco. Segundo notícias há a possibilidade de contratação de funcionários, até mesmo os ex-funcionários da Staroup. Segundo a mesma notícia a Blue Denim tem os direitos da marca, mas tudo será produzido em Botucatu. Quer ler a matéria completa a respeito? Acesse: http://www.acontecebotucatu.com.br/Cont_Default.aspx?idnews=5410

Quem sabe, em breve, não veremos a marca Staroup novamente na TV com propagandas criativas, inteligentes, levando o nome de Botucatu ao Brasil e ao exterior? Vamos aguardar! E torcer para que isto aconteça!!!

terça-feira, 22 de março de 2011

Marcas do tempo

Há algum tempo, meio angustiada com a idade, comprei um livro da Lya Luft, no qual ela falava das perdas que temos no decorrer de nossa vida, consequentemente da idade. Li o livro, foi uma ótima leitura, me ajudou a entender alguns sentimentos, inquietações, perdas, por que não? Vamos perdendo pais, tios, amigos, nossa imagem de nós mesmos.
O tempo inexorável, como disse alguém, vai agindo sobre nós, mudando nosso corpo. Algumas mudanças vamos “mascarando”, como os cabelos brancos, que vamos cobrindo com uma tintura, o que para a mulher não é difícil, porque faz muito bem ao ego, quando mudamos a cor do cabelo, o corte, alguém nos diz: “Ficou ótima essa cor pra você” ou então “Nossa, você está poderosa!”
Mesmo com esses cuidados e outros como a caminhada, para perder uns quilinhos, a rapidez dos passos, tentarmos ficar “antenadas” com o mundo da informática e as novidades, há coisas que não tem jeito.
Acredito que para cada um essa constatação acontece de alguma forma. Vejo as sessentonas atrizes de televisão com a pele “de pêssego”, corpo bem torneado pela malhação, plásticas, drenagem linfática, implantes de silicone, tratamentos com botox, para diminuir os sinais do tempo no rosto; utilização de laser para também atenuar esses sinais, ou então, para extirpar pra sempre aqueles pelos indesejáveis, que surgem por todo nosso rosto, após os trinta e cinco, seis, sete...
Vejo tudo isso, me olho no espelho! Penso... E nós, pobres mortais, cidadãs comuns, que ganham salários, que não são chamados oficialmente de mínimos, mas que também são igualmente mínimos. Não temos acesso a tudo isso. E bons cremes para diminuir os sinais da idade? Também são caros! Mesmo naquela empresa de cosméticos popular, que vende produtos porta-a-porta, mas que já não é mais tão popular assim, haja vista suas propagandas bem elaboradas no horário nobre da tv. O que nos resta?
Olhar para nosso rosto e ver as mudanças, as marcas. Olhar para partes, não expostas, de nosso corpo, ver ali, onde antes havia apenas pelos retintos, começar a pintar os primeiros pelos brancos. Quando vi um nesse lugar pela primeira vez, fui invadida por uma melancolia, como se uma constatação, de algo antes inimaginável, se materializasse naquele momento.
Você, leitor/leitora, adolescente, ou jovem, não ria! Você ainda vai passar por isso! É a vida! É o tempo, que passa para todos nós!

sábado, 19 de março de 2011

OS DEDOS DA MOÇA E A MATEMÁTICA

Sou uma pessoa atenta, observadora. Atenta às coisas que vejo e ouço no cotidiano, porque delas surgem idéias para textos, de todos os tipos.



Hoje ao ir até rodoviária, aproveitei para comprar um cartão para recarga de celular, porque não voltaria a passar pela Banca de Jornais para poder efetuar esta tarefa. Até aí nada de mais, um dia comum, atividades comuns, de uma pessoa comum.


Mas o que tem de especial em uma compra de cartão de recarga? Nada, se a história terminasse aí.


Pedi para a moça do caixa um cartão de recarga de vinte e cinco reais, uma coca-cola lata, um sorvete. Para pagar tudo isto, dei trinta reais. Perguntei quanto ficou tudo, ela respondeu “Vinte e dois reais!”. Olhei na tela do computador, vi que ela havia colocado um cartão de dezessete reais, falei que estava errado, porque comprei um de vinte e cinco, mais o refrigerante e o sorvete. Ela olhou os valores na tela. Confirmou que realmente havia errado. Em seguida veio aquilo que me deixou boquiaberta! Para calcular a diferença entre 25 reais (valor do cartão comprado) e 17 reais (valor digitado na conta dela), um cálculo simples, “de cabeça”. Fiquei esperando ela me dizer a diferença... Aí visualizei as mãos dela, abaixo do balcão, fazendo a conta “usando os dedos”. Fez uma vez, disse o valor. Para confirmar o valor proferido, novamente fez a conta, colocou dezessete, em seguida foi contando nos dedos das mãos até chegar nos vinte e cinco! Em seguida, ela me falou novamente o valor que devia acertar com ela, agora com o valor do pagamento correto, como eu demorasse a responder, ela ainda perguntou “A senhora entendeu?”


Entendi!!! Mas não acreditava naquilo que vi, ouvi. Uma moça de uns vinte, vinte um anos, que provavelmente concluiu o ensino médio, por isto está ali, no caixa, trabalhando com dinheiro, o que antes era feito pelo proprietário do lugar, função de responsabilidade, não consiga fazer cálculos simples como este sem usar a calculadora, que não havia ali à mão para ela, nem foi acionada a do PC, portanto ela recorreu AOS DEDOS.


Este tipo de recurso de usar objetos concretos para efetuar cálculos, prática comum entre professores do 1º ao 5º ano, porque as crianças de seis a dez anos de idade, não conseguem abstrair, ou seja, realizar os cálculos mais simples, sejam de “mais ou de menos”, de “vezes ou de dividir” sem usar este recurso, porque o pensamento infantil nestas idades está na fase que denominamos de “pensamento concreto”.


Após esta fase, é necessário que o docente estimule o aluno a abrir mão dos palitinhos, do material dourado, dos dedinhos, dos feijões, etc.


Mas por que isto não aconteceu com esta moça? Não sei! Poderíamos levantar diversas hipóteses, talvez o hábito de usar a calculadora, abrindo mão do uso do próprio cérebro para abstrair, realizar operações; talvez tenha se acostumado a usar os dedos (usa até hoje!); talvez tenha sido daqueles alunos que “estão presentes em corpo” na sala de aula, mas pensando e falando de outros assuntos; talvez os mestres não tenham percebido isto, afinal com trinta e cinco, quarenta, quarenta e cinco alunos na sala... talvez, talvez...


Tive contato com professores que lecionam no Ciclo I, do 1º ao 5º ano, que utilizam dos materiais citados para ensinar a fazer cálculos. Haviam projetos nos quais os professores montavam em um canto da sala um “supermercado”, com caixas vazias de produtos (pasta de dentes, escova, leite, fósforo, etc...) em estantes, carteiras. Os alunos recebiam “dinheiro” de mentira, mas com valores iguais aos de verdade, realizavam compras. Os alunos tinham que comprar, vender, receber o dinheiro, dar o troco. Durante estas atividades o professor realizava as intervenções para ajudar a criança a ir calculando “de memória”, a iniciar este processo de abstração, vivenciando, na sala de aula, a Matemática do cotidiano, esta que usamos na feira, na loja, no supermercado. Onde ficaram estes projetos?


Agora a mocinha está aí, trabalhando, usando uma máquina tão avançada como o computador, mas sem este poderoso auxiliar, precisa usar seu cérebro, a máquina potente, que temos, capaz de armazenar, organizar, apagar informações, aprender inúmeras palavras, línguas; realizar a ABSTRAÇÃO!!!


Será que alguém, um colega de trabalho, um amigo, vai dizer à mocinha que não é mais necessário usar os dedos, que há outras formas de realizar estes cálculos M-E-N-T-A-L-M-E-N-T-E? Espero que sim!

Se quiser saber mais a respeito de abstração infantil, acesse o link abaixo:
http://www.pedagogiaaopedaletra.com/2010/11/24/a-construcao-de-conceitos-matematicos-por-alunos-da-educacao-infantil/

A Revista Nova Escola também tem:
http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/pensamento-abstrato-adolescencia-desenvolvimento-juvenil-556079.shtml

Algumas palavras sobre a entrevista do Deputado Marco Maia no Roda Viva

Caros seguidores e internautas, nesta semana assisti um trecho do Programa Roda Viva, que está de cara nova, porque além de um visual novo, a apresentadora é a Marília Gabriela, que também participa dos debates juntamente com outros jornalistas famosos dos principais jornais.
No programa citado o entrevistado era o Deputado do PT gaúcho, Marco Maia, mais novo presidente da Câmara dos Deputados, cargo que ocupará por dois anos.
Porque resolvi falar deste Programa? Primeiro porque assisti, segundo porque o que vi e ouvi é digno de comentários, aconselho-os a assistir para comprovar as críticas aqui feitas.
Pontos da entrevista:
- o político sempre mostrava o que aconteceu "de positivo", fazendo ouvidos moucos aos questionamentos sobre corrupção, sobre a reforma milionária da Casa (mansão), onde ele morará enquanto for presidente da Câmara.
- como todo político se desviava das questões polêmicas, igual ao personagem principal do filme Matrix, desviando-se das balas do inimigo.
- ao serem mostradas imagens do Ex-presidente em cordial conversa com o também ex-presidente Collor, como era de se esperar, não fez comentários a respeito.
Além do relatado acima, e muito mais, que poderão conferir no vídeo disponível no site da TV Cultura, cujo link coloco abaixo, o Deputado, ao ser questionado com veemência pelos profissionais da mídia, falava cada vez mais alto, atropelando-os como um rolo compressor, impedindo-os de concluir o raciocínio. Há um ditado popular que diz "SE GRITO resolvesse, porco não morria." Acho muito sugestivo, porque o que se percebeu durante todo o programa foi isto, o entrevistado querendo ganhar as discussões no grito, não na argumentação ponderada, embasada.
Em alguns momentos criticou a Mídia, dizendo que ela não reflete a opinião do povo, será que ele então reflete a nossa opinião?
Será que todos ignoramos tudo o que está ruim ao nosso redor, nos transformamos em Polianas, ou no Rei da famosa história "O Rei nu", do conto de Hans Christian Andersen, nos fingimos de tolos e acreditamos nas palavras dos bajuladores do Rei?
Deixo algumas questões para cutucá-los!
Acessem o vídeo:
http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/1246

domingo, 13 de março de 2011

Por que escrevo?

Há algum tempo atrás, quando estava em sala de aula, realizei um trabalho com os alunos sobre relatos autobiográficos. Um dos textos utilizados para isto começava com uma pergunta “Por que escrevo?”. A ela respondiam escritores famosos, jornalistas.
Hoje eu me fiz esta pergunta. Por que escrevo?
Começou com um simples blog, sem grandes pretensões, onde publicava alguns textos, raramente, opiniões sobre leituras. Nada mais. Esta iniciativa ficou abandonada em algum lugar do weblogger.
O tempo passou e os blogs se tornaram mais do que um diário de adolescentes. Utilizado como meio para divulgar notícias de guerras, pois era mais ágil, o texto mais informal, mas não menos verdadeiro, era o cidadão testemunhando sua História, os fatos, publicando-os.
Resolvi renovar meu blog, mudei-o de provedor. Comecei a escrever textos com mais periodicidade. Paralelo a isto, comecei a escrever textos com histórias de família, histórias ouvidas, mas sem compromisso com a realidade, sempre juntando um pouco de ficção, porque “quem conta um conto, aumenta um ponto”.
Mas porque intensifiquei a escrita? Talvez porque no computador não precise ficar rascunhando, apagando, rasurando. Escrevo, se não gostar, apago tudo, apago partes, crio outras. A escrita mais ágil, rápida, ainda por cima com o tipo de letra que eu escolher (bem diferente da minha, que muitos acham difícil de ler!), feia, sem regularidade, não é redondinha, não é bonitinha, não é bem feitinha...
Vou confessar: o computador me seduziu para a escrita!
Veja o poder desta tecnologia!
Não que não tivesse usado outras... Fiz, quando adolescente, aulas de datilografia, afinal precisava me preparar para o futuro. Tive uma máquina de escrever (que guardo com carinho) com tipos grandes, ótima para fazer estênceis para provas. O que estas aulas me ensinaram? A ter agilidade na digitação, porque sou capaz de digitar rapidamente sem ao menos olhar nas teclas!
Mas a velha e querida máquina de escrever não chegou a me seduzir para a escrita, porque estava muito ocupada em trabalhar muito, pagar contas, em sobreviver do meu parco salário de professora iniciante (não que agora seja muito maior...).
Apesar de não ganhar muito mais, algumas coisas se popularizaram, o computador e a internet estão entre elas. Ainda não para todo mundo, mas nem todo mundo quer também, afinal tem os resistentes, os excluídos.
Agora estamos aqui, diante da telinha de um PC (personal computer), falando sobre o porquê de escrever, falando de TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). Mas voltemos à pergunta inicial: Por que escrevo?
Porque a escrita me dá poder, poder de dizer o que penso. Poder de registrar o que penso e o que sinto sobre minha vida, minha família, a sociedade, o mundo. Poder de socializar tudo isto, fazer da minha palavra a palavra dos outros.

Reciclagem e a dificuldade de destinar materiais recicláveis

Na cidade onde moramos, não muito distante da capital, temos situações bem interessantes em relação ao Meio Ambiente.
A região é muito bonita, famosa, tem muitas áreas verdes, muitos rios, riachos, passa até um enorme rio por aqui.
Por tudo isto poderia se pensar, que há uma grande preocupação pela preservação de toda esta beleza, em especial das águas, mas infelizmente não é isto que acontece.
Vou dar apenas um exemplo: a coleta seletiva do lixo.
Ela existe em uma parte da cidade, pequena, portanto a maior parte do lixo vai para o Lixão ou para o Aterro Sanitário, que ainda não conheço.
Por mais de um ano separamos o lixo reciclável, tentamos dar uma destinação adequada para ele.
Primeira tentativa foi levar para um Supermercado que tem uma central de recolhimento de recicláveis, mas tínhamos que ir até lá, mesmo que não fôssemos comprar nada, o local fica distante do centro da cidade e de outros mercados.
Combinei uma vez que viesse alguém da Cooperativa retirar o material que havia acumulado, isto no final de 2009. Eles vieram com um caminhão, retiraram tudo. Foi ótimo, mas pedi um cartão da cooperativa, um telefone para voltar a agendar e não consegui.
Mas continuei a separação em 2010!
Novamente tentei entrar em contato com a Cooperativa de Coletores e a dificuldade foi grande, marquei uma data para virem retirar os recicláveis e nada! Liguei na Secretaria de Meio Ambiente e me passaram o telefone de uma pessoa que trabalha com recicláveis. Novo agendamento. Novamente a pessoa não veio. Fiquei parte do meu sábado aguardando e o homem não apareceu.
Tentei uma outra estratégia, que me ocorreu ao acaso. Andando pelo bairro vi um senhor com um carrinho lotado de recicláveis, combinei com ele, que veio no mesmo dia, mas não retirou tudo, porque certos recicláveis têm um preço tão baixo, que não compensa levar tanto peso por nada, este é o caso dos jornais, caixinhas de leite.
Mesmo assim continuei separando meu lixo reciclável do orgânico, fazendo meu marido separar, minha mãe. Lavava tudo antes de dispor em um saco de lixo, colocar em um cômodo da casa para aguardar que alguém viesse retirar.
Esta semana encontrei uma senhora na rua, que também recolhe recicláveis. Conversei com ela, combinamos que ela viria retirar os materiais, mas choveu tanto, que acredito, a impossibilitou de realizar o seu trabalho.
Estou com uma quantidade razoável de material limpo, separado, organizado, mas não tenho como me desfazer dele. O final deles será, provavelmente, o lixão da cidade. Isto me entristece muito, porque quero continuar ajudando a cuidar do Planeta. Como continuar esta atitude cidadã, se apesar de encontros de autoridades sobre o cuidado com a Terra e a Água, pouca coisa muda no município?
Vemos na televisão muitos programas falando da necessidade da separação do lixo, de ações  de sucesso de cidades e condomínios em relação à reciclagem. Mas saindo das capitais e cidades metropolitanas, o que acontece? Há alguma pesquisa a respeito?
Não basta nossa boa vontade e conscientização para mudar estas coisas. Sem políticas públicas isto se torna quase impossível.
Vim de uma cidade onde a coleta seletiva abrangia toda a cidade, como também havia um Aterro Sanitário, onde trabalhavam duas ou três cooperativas de coletores organizadas, trabalhando na separação dos materiais, que eram vendidos gerando renda para as pessoas.
Mas... e no resto do país? O que acontece?
Além dos belos discursos em prol do Meio Ambiente, onde estão as ações efetivas para mudar este estado de coisas?
Deixo estas perguntas para pensarmos, porque não intervirmos para tentar mudar as coisas nas nossas cidades.

segunda-feira, 7 de março de 2011

SIMPLESMENTE AMIGO

Me propus a escrever um texto sobre um amigo. Mas o que falar de alguém que podemos chamar de amigo?



Primeiro que o conheço há muito tempo, há mais de uma década. Acho que apenas isto talvez não o qualifique como meu amigo.


Mas acredito que dizer que neste período tivemos alguns desentendimentos profissionais, que ao final tudo se resolveu sem restar mágoas, nem raiva, nem ressentimentos, ajuda a dimensionar um pouco da amizade.


Dizer que somos muito diferentes em tudo: idade, humor, personalidade, mesmo assim nossa amizade perdura, também mostra o quanto o sentimento verdadeiro supera diferenças.


Talvez você, leitor, esteja pensando... Mas só isto não quer dizer nada!


Mas este amigo, em uma época difícil de nossa vida profissional, lutou para que eu retornasse ao meu trabalho, após uma crise. Lutou, envidou todos os esforços para que eu pudesse retornar a trabalhar na mesma equipe dele.


Nesta época nos conhecíamos pouco, porque estávamos trabalhando juntos há uns 3 anos, mesmo assim ele mostrou o quanto era amigo. Era mais do que um colega com quem partilhava um dia de trabalho, o mesmo espaço, os mesmos problemas, os mesmos chefes!


Atualmente não trabalhamos mais juntos!


Nossas vidas tomaram rumos distintos. Cidades diferentes. Caminhos diferentes... mas... mesmo assim o vínculo de amizade continua existindo.


A internet, esta ferramenta incrível, nos aproxima, nos mantém em contato.


A este amigo só posso dizer: OBRIGADA!!!


Obrigada por ter surgido na minha vida!


Obrigada por me respeitar sempre!


Obrigada por me entender, me apoiar, me motivar!


“Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito


Mesmo que o tempo e a distância digam: NÃO!”

quinta-feira, 3 de março de 2011

O garoto dentro do homem


Todas as misérias verdadeiras são interiores e causadas por nós mesmos. Erradamente, julgamos que elas vêm de fora, mas nós é que as formamos dentro de nós, com a nossa própria substância.”


(Jacques Anatole France, poeta e romancista francês)




Conheço uma pessoa, há muitos anos, que, vindo de boa família, foi mudando muito com os anos. Do garoto simples, irmão mais velho de seis, quase nada resta. Casou-se cedo. Casamento não era muito do gosto das famílias, mas se casaram. O amor parecia ser muito. Talvez fosse diminuir as distâncias, aproximar as famílias.
O tempo foi passando, o jovem, mudando suas atitudes em relação aos pais, irmãos, se distanciando. Mesmo vendo-os raramente, não havia mais aquele companheirismo, nem a solidariedade. Tempos difíceis para a família. Problemas financeiros, de saúde. A família original foi ficando... para trás.
Ele continuou sua vida, ao lado da mulher escolhida, dos filhos. Os anos passaram. Os desentendimentos do casal vieram (e continuam) e o rosto do jovem, foi mudando, tornando-se amargo, triste, distante. Os olhos antes verdes, vivos, brilhantes, agora não mais!
O homem, pai de família, responsável. Mas e a vida conjugal? E a felicidade? E o companheirismo? E o amor?
O homem agora semblante triste, cabelos grisalhos, nervos que tremem ( a vida não é fácil!) a convivência também não!!!
Que sabe ele de seus irmãos? Que sabe ele dos sonhos dos irmãos? Que sabe ele das dificuldades que passaram durante mais de trinta anos? Que sabe ele da mãe? Das dificuldades que ela passou? Que sabe ele da adolescência dos irmãos? Que sabe ele das vitórias (MERECIDAS) da família original?
O tempo vai passando! A vida vai passando!
A vida é assim, nascemos, a partir de então, andamos vagarosamente rumo ao destino de todos nós.
Que pena! O garoto lépido, bonito, feliz, amoroso, está escondido (talvez trancafiado) no mais profundo recôndito da alma do homem.
Terá valido a pena? O sofrimento vale a pena?
Será que um dia o garoto, irmão mais velho, filho adorado de sua mãe, olhará para trás? E quando olhar, o que verá o fará mais feliz?
São perguntas que faço, mas que acredito, não terei respostas. 

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